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Nasceu em Paula Cândido, então São José do Barroso, MG, aos 24 de janeiro de 1914. É o primeiro dos 18 filhos de Antônio Apolinário de Magalhães e Maria Francisca Potsch Magalhães.
Aos 14 anos de idade foi para Viçosa onde trabalhou, de 1929 a 1932, como caixeiro na Casa Araújo, então A Brasileira, de propriedade de João José de Araújo.
Revelando-se extraordinária competência para o trabalho, Edson conquistou a confiança do patrão e trouxe Newton, seu segundo irmão, para trabalharem juntos. É interessante ressaltar que, após quatro anos, Newton conseguiu, por intermédio de um tio, colocação no colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, onde se formou, no mesmo ano, em Direito e em Medicina, especializando-se em pediatria.
O infatigável biografado estudou no Seminário de Mariana, em 1925. Aluno do Ginásio São José, em 1927, na cidade de Ubá. Em Viçosa, em 1935, fez parte da 1ª Diretoria do Centro de Estudantes da ESAV. Concluiu o curso de Agronomia na Escola Superior de Agricultura e Veterinária (ESAV) em 1938, na sua opinião, célula mater da atual Universidade Federal de Viçosa, então UREMG. Foi vice-reitor e reitor da mencionada Universidade que o tem em sua história como promotor de sua federalização. Inaugurou o edifício do Instituto de Economia Rural, em 20 de julho de 1963, e o Serviço de Abastecimento de Água, em dois de dezembro de 1970. Foi assessor especial e diretor de pós graduação da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.
Edson Potsch, esmerado cultor da Língua Portuguesa, polígrafo e poliglota traz em sua bagagem riquezas que as traças não podem corroer: pendores literários, ciência e cultura. Completa-se em sua esposa Maria da Conceição Faria de Magalhães, de admiráveis virtudes, e em seus filhos Lidson, médico; Gilson, engenheiro-agrônomo e Edna, normalista. Possui os títulos de Master of Science, conferido pela Iowa State University; Doctor Honoris Causa, conferido pela Purdue University e Doutor em Economia Rural, pela Universidade Rural do Estado de Minas Gerais, da qual foi o primeiro professor catedrático, por concurso público de provas e títulos. Alvo de merecidas homenagens, dentre elas, as medalhas de Honra da Inconfidência; Marechal Cândido Rondon; Mérito Santos Dumont; Mérito do Ex-Aluno da Universidade Federal de Viçosa; Honra ao Mérito da Federação dos Engenheiros do Brasil e a do Mérito Legislativo. No dia 02 de maio de 1998, é homenageado pela Academia de Letras de Viçosa, ALV, juntamente com a Universidade Federal de Viçosa, na pessoa do então reitor Luiz Sérgio Saraiva, em sessão solene, com muito calor humano e com a publicação do livro Até Quando, contendo crônicas de sua autoria, organizado por Aparecida Simões. Já visitou 30 países, em cinco continentes, onde participou de congressos, seminários, simpósios e conferências. |