Segunda ocupante da Cadeira 14, eleita na sucessão de Leda de Bittencourt Bandeira e recebida em 26 de novembro de 2006, pelo acadêmico Júlio de Castro Paixão.
Nasceu a 1º de abril de 1952, na cidade de São Gonçalo, município do Estado do Rio de Janeiro, sendo a primeira filha do casal Amilar Guimarães Nery e Ednir de Almeida Nery: Denise Maria Nery Euclydes (nome depois de casada). Vários anos depois, nasceram seus cinco irmãos: Felipe José Nery, Kátia Regina de Almeida Nery, Nadja Nára de Almeida Nery Enne, Vanina Vanini de Almeida Nery e Zenaide Andréa Nery Constantino. De família pobre, seus pais conseguiram educar seus filhos, dando-lhes opções e oportunidades que não tiveram em suas vidas. Mesmo com muita dificuldade, Denise pôde estudar música e outra língua. O piano a acompanha desde muito pequena, mas a literatura é que está sendo uma de suas distrações, uma vez que os trabalhos manuais também fazem parte de seu dia-a-dia. Sua formação escolar foi realizada em escolas públicas, obtendo sempre boas notas, mesmo depois de ter que começar a trabalhar. Quando completou o curso Normal, foi aprovada em concurso para professora primária do Estado do Rio de Janeiro. Seu primeiro trabalho como professora primária foi num orfanato, enfrentando as carências da maioria dos alunos repetentes de sua turma. Aprovada no segundo vestibular que prestou, iniciou sua vida acadêmica, no ano de 1973, na Universidade Federal Fluminense, no curso de Biblioteconomia e Documentação. Ainda na faculdade, conseguiu transferência de sua lotação no estado, como professora, para trabalhar na Biblioteca Pública de Niterói, atuando como bibliotecária, onde ficou até agosto de 1978, quando foi convidada para vir ocupar uma vaga na Biblioteca Central da Universidade Federal de Viçosa, em Viçosa Minas Gerais. Em 1983, casou-se com o viçosense, José Flávio Euclydes, daí o nome de casada. Tiveram dois filhos: Francine Nery Euclydes e Gustavo Nery Euclydes. Como bibliotecária, exerceu suas funções durante 20 anos, na Seção de Seleção e Aquisição, e os restantes quatro anos, em Viçosa, como diretora da Biblioteca Central da UFV, até aposentar-se em maio de 2003. No período em que foi diretora da Biblioteca, teve a oportunidade de conhecer o PROLER (Programa Nacional de Incentivo a Leitura). Foi com o PROLER que despertou sua veia literária. A participação como membro do Comitê, durante 10 anos como coordenadora geral, levou-a a um convívio direto e muito intenso com vários escritores, ilustradores e outros profissionais ligadas à literatura e às artes em geral, de várias partes do Brasil. Conheceu em Viçosa algumas pessoas, também ligadas à literatura e às artes, que se agregaram ao comitê, ajudando-a assim expandir, cada vez mais, a Literatura em Viçosa. Teve a oportunidade de coordenar vários eventos de literatura junto à Casa da Leitura/Fundação Biblioteca Nacional (órgão que abriga o PROLER, no Rio de Janeiro), em Viçosa, colocando-a mais próxima de escritores e instituições de Letras. Quando coordenou os encontros do PROLER em Viçosa, teve oportunidade de assimilar novas formas de promover o incentivo à leitura, para aplicá-la em sua vida e de outros que a cercam. Realizou, também alguns projetos de leitura na Casa da Cultura/PMV (Prefeitura Municipal de Viçosa) e na Escola Municipal Edmundo Lins, junto com outros membros do Comitê do PROLER em Viçosa. Essa viagem ao mundo das artes e da literatura, principalmente durante este período, a iluminou a embrenhar-se por essa nova experiência de vida. Em 2000, participou do Concurso de Literatura, promovido pela Editora da UFV, e tendo sua história classificada entre as 10 premiadas. Em 2004, o seu livro “A Bruxa Fafi” foi publicado. Denise continua criando idéias para novas histórias, que num futuro bem próximo possam se transformar em livros, e assim difundir mais a leitura. Devido a todas as atividades que realizou em Viçosa teve a oportunidade de conhecer a presidente da Academia de Letras de Viçosa e seus acadêmicos. Esteve presente em vários eventos por eles promovidos e palestras realizadas pelos Acadêmicos, sendo sempre bem recebida por todos. No ano de 2005, após vários convites da imortal presidente Maria Aparecida da Silva Simões, para também se aliar às confreiras e confrades desta memorável instituição das artes literárias, sentiu-se apta a aceitar tão delicado e honroso convite para ocupar a Cadeira n° 14 seção I, que tem como patrono o poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade, que teve como sua fundadora a digníssima confreira Leda Bittencourt Bandeira, uma brilhante professora, que deixou entre todos que a conheciam inesquecíveis feitos sociais, humanos e intelectuais. Sente-se honrada por poder fazer parte desta grandiosa Academia de Letras. Denise, como disse Júlio Paixão, “mesmo bem antes de se tornar uma mulher de letras, Denise Maria Nery Euclydes já era uma mulher das letras, mulher dos livros, pois quase toda sua vida profissional foi dedicada ao livro da forma mais reverente, da maneira mais entusiasmada e altruística, sabendo tirar dessa profissão um vigoroso subsídio para sua formação intelectual. Antes mesmo de se formar em Biblioteconomia, encetou esse labor com bravura e muito gosto. Mesmo cercada de livros exercia uma atividade mais técnica, trabalhando na Seção de Seleção e Aquisição de Livros da Biblioteca Central da UFV. Pode-se perfeitamente imaginar o que se passa por um espírito sensível como o dela em permanente e direto contato com livros, livros e mais livros. Pode-se imaginar o número, o tamanho e a variedade de viagens intelectuais, o estímulo á sua curiosidade e o aguçamento de suas fantasias que oferecia a sua sensibilidade artística ainda encastoada, ainda presa num casulo ou mesmo – para se mais poético – numa crisálida, a abençoada literatura? Assim, corações abertos, confiantes de que teremos em Denise Maria Nery Euclydes uma memorável colaboração em nossa campanha em prol do desenvolvimento literário e intelectual de Viçosa, Minas Gerais e do Brasil, damos a ela, com muito entusiasmo as nossa auspiciosas e calorosas boas-vindas.
Discurso de Posse
Ilma. Sra. Presidente da Academia de Letras de Viçosa, Maria Aparecida da Silva Simões. Ilmos. Acadêmicos Júlio de Castro Paixão e José Paulo Martins Ilmos. Confrades e confreiras. Ilma. Sra. Rosa Fontes, Diretora do CCH da UFV aqui representando o Magnífico reitor da UFV, prof. Carlos Sediama. Ilma. Sra. Cristiane Cataldi Paes, Chefe do Depto. de Letras da UFV. Ilmo. Sr. Presidente da OAB, Élcio de Almeida Cruz. Ilmo. Sr. Jansen representando o Sr. Raimundo Nonato Cardoso, Prefeito de Viçosa. Ilma. Sra. Presidente da Câmara Municipal de Viçosa, Vera Sônia Saraiva. Ilma. Sra. Marli Franco, Secretária Municipal de Educação de Viçosa. Ilmo. Sr. Prof. Rodolfo representando a Loja Maçônica Acácia Viçosense. Ilmo. Sr. Presidente do Lions Clube, Dr. Claudenir Siridol. Demais autoridades presentes. Meu marido José Flávio, meus filhos Francine e Gustavo, minha irmã Vanina, meus cunhados, meus sobrinhos, demais parentes presentes, minhas colegas escritoras, meus amigos, meus colegas de trabalho, demais convidados e todos presentes. Gostaria de mencionar ainda umas pessoas muito importantes em minha vida, que por algum motivo não estão aqui agora, em especial minha mãe e minhas outras três irmãs, que não moram em Viçosa, meu pai e minha sogra que estão assistindo esta solenidade, quem sabe ao lado do Drummond. Senhoras e senhores: Difícil iniciar esta fala hoje sobre o ilustre escritor, no dia da minha posse na Academia de Letras de Viçosa, ocupando a cadeira nº 14, seção I, cujo patrono é o mineiro de Itabira, o poeta maior - Carlos Drummond de Andrade.Gostaria de mencionar que a cadeira que hora passo a ocupar teve como fundadora a Acadêmica, professora Leda de Bittencourt Bandeira, que deixou entre todos que a conheciam inesquecíveis feitos sociais, humanos e intelectuais. É difícil para uma iniciante das artes das letras, falar sobre tão grande poeta. Mas ao mesmo tempo fácil, quando se tem tanto o que dizer sobre sua vasta obra. E aqui neste primeiro parágrafo já o copiei sem querer, pois brincando com o fácil e o difícil lembrei-me do poema “Reverência ao destino”, que diz: Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião. Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá. Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias. Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado. Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir. Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso. E com confiança no que diz. Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação. Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer ou ter coragem pra fazer. Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado. Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende.E é assim que perdemos pessoas especiais. Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar. Difícil é mentir para o nosso coração. Fácil é ver o que queremos enxergar. Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto. Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil. Fácil é dizer "oi" ou "como vai?" Difícil é dizer "adeus", principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas... Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados. Difícil é sentir a energia que é transmitida. Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa. Fácil é querer ser amado. Difícil é amar completamente só. Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar, e aprender a dar valor somente a quem te ama. Fácil é ouvir a música que toca. Difícil é ouvir a sua consciência, acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas. Fácil é ditar regras. Difícil é seguí-las. Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros. Fácil é perguntar o que deseja saber. Difícil é estar preparado para escutar esta resposta ou querer entender a resposta. Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade. Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria. Fácil é dar um beijo. Difícil é entregar a alma, sinceramente, por inteiro. Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida. Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro. Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica. Difícil é ocupar o coração de alguém, saber que se é realmente amado. Fácil é sonhar todas as noites. Difícil é lutar por um sonho. Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata. Drummond, contrário a alguns poetas brasileiros viveu muitos anos, deixando-nos uma vastíssima obra. Drummond nasceu no dia 31/10/1902 e morreu em 17/08/1987, pouco antes de completar 85 anos. Iniciou sua vida de estudos em sua cidade natal, mas mudou-se várias vezes, para estudar. Passou por Belo Horizonte, (MG), Friburgo (RJ) e também pela cidade do Rio de Janeiro marcando sua trajetória de vida principalmente entre os estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. Por exigência da família formou-se em farmácia. Já casado com a Sra. Dolores Dutra de Moraes lecionou geografia e português, num colégio em Itabira. Drummond conseguia, a um só tempo, ser Chefe de Gabinete do ministro Gustavo Capanema, do Estado Novo, e usar suas palavras para destruir o capitalismo. Do gabinete ministerial, saiu direto para a condição de simpatizante do Partido Comunista Brasileiro. Agnóstico, conseguia clamar aos céus uma ajuda aos irmãos necessitados numa prece bem brasileira: Meu Deus, só me lembro de vós para pedir, mas de qualquer modo sempre é uma lembrança. Desculpai vosso filho, que se veste de humildade e esperança e vos suplica: Olhai para o Nordeste onde há fome, Senhor, e desespero rodando nas estradas entre esqueletos de animais.
Carlos Drummond de Andrade, junto a outros poetas modernistas e pós-modernistas, defendeu e praticou na Semana de Arte Moderna de 1922, a liberdade absoluta de criação, procurando inspiração no cotidiano, cantando o amor e a vida. O modernismo e o estilo de Drummond levou-o, com sua linguagem em diferentes ritmos, à popularização em um país onde se lê pouco. Algumas de suas poesias são conhecidas, mesmo por aqueles que sequer sabem quem as escreveu. No meio do caminho tinha uma pedra, E agora José? são versos que entraram para a história como ditos populares. E até hoje se mantêm presente no linguajar popular de forma excepcionalmente bela. Os poemas: José, Quadrilha e Canção amiga foram musicados e sua divulgação ultrapassou as muralhas intelectuais, alcançando um grande nº de apreciadores. Alguma Poesia, foi o seu primeiro livro e foi editado em 1930 com apenas 500 exemplares. Em 1931, morre seu pai, aos 70 anos. Três anos depois se transferiu para o Rio de Janeiro e não mais voltou a sua cidade natal. Porém ela sempre esteve presente em sua lembrança, quando lemos o poema : Confidência do Itabirano. Tive ouro, tive gado, tive fazendas. Hoje sou funcionário público. Itabira é apenas uma fotografia na parede. Mas como dói! O nome de Drummond está associado ao que se fez de melhor na poesia brasileira. Pela grandiosidade e pela qualidade, sua obra não permite qualquer tipo de análise esquemática. Para compreender e, sobretudo, sentir a obra desse escritor, o melhor caminho é ler o maior número possível de seus poemas. Drummond é lembrado por suas poesias, mas brindou-nos também com outras formas literárias , não menos ricas, como crônicas e contos. Seus poemas tratam de acontecimentos banais, corriqueiros, gestos ou paisagens simples, o eu-lírico extrai poesia. Nesse caso enquadram-se poemas longos, como "O caso do vestido" e "O desaparecimento de Luísa Porto ", e poemas curtos, como "Construção", “O mundo é Grande”. Stop O mundo parou Ou foi o automóvel. Muitos poemas de Drummond funcionam como denúncia da opressão que marcou o período da Segunda Grande Guerra. A temática social, resultante de uma visão dolorosa e penetrante da realidade, predomina em Sentimento do mundo (1940) e A rosa do povo (1945), obras que não fogem a uma tendência observável em todo o mundo, na época: a literatura comprometida com a denúncia da ascensão do nazi-fascismo. A consciência do tenso momento histórico produz a indagação filosófica sobre o sentido da vida, pergunta para a qual o poeta só encontra uma resposta pessimista. O passado ressurge muitas vezes na poesia de Drummond e sempre como antítese para uma realidade presente. A terra natal - ltabira - transforma-se então no símbolo da atmosfera cultural e afetiva vivida pelo poeta. Nos primeiros livros, a ironia predominava na observação desse passado; mais tarde, o que vale são as impressões gravadas na memória. Transformar essas impressões em poemas significa reinterpretar o passado com novos olhos. O tom agora é afetuoso, não mais irônico. Nos primeiros livros de Drummond, o amor merece tratamento irônico. Mais tarde, o poeta procura capturar a essência desse sentimento e só encontra - como Camões e outros - as contradições, que se revelam no antagonismo entre o definitivo e o passageiro, o prazer e a dor. No entanto, essas contradições não destituem o amor de sua condição de sentimento maior. A ausência do amor é a negação da própria vida. O amor-desejo, paixão, vai aparecer com mais freqüência nos últimos livros. Toda a trajetória do poeta - qualquer que seja o assunto tratado - marca-se por uma tentativa de conhecer-se a si mesmo e aos outros homens, através da volta ao passado, da adesão ao presente e da projeção num futuro possível. O passado renasce nas reminiscências da infância, da adolescência e da terra natal. A adesão ao presente concretiza-se quando o poeta se compromete com a sua realidade histórica (poesia social). O tempo futuro aparece na expectativa de um mundo melhor, resultante da cooperação entre todos os homens. O mundo é grande O mundo é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar. Numa passagem escrita por Silviano Santiago, onde ele também coloca como uma tarefa difícil falar sobre Drummond. Eis uma parte do que ele escreveu: “Não é tarefa fácil. Também não é tarefa impossível. Ponhamos que é complicado falar da atualidade da poesia de Carlos Drummond de Andrade. O poeta sempre quis que homem e poesia fossem, década após década, atuais. A matéria de que são feitos o humano e o poema é a mesma: “a vida presente”. Mente aberta, disponibilidade para o novo e o diferente, autocrítica misturada com auto-ironia, convivência com a instabilidade e a incerteza eis algumas das qualidades de quem, sem medo de renovar-se, pode sempre se apresentar aos leitores como atual. Drummond é múltiplo, sendo retilíneo, por isso é fiel a si nas traições, é crítico quando passa a limpo a si próprio e a vida. Sendo diferente, é sempre o mesmo. A atualidade de Drummond é tão vária quanto a sua poesia. Talvez certos livros cresçam mais como resposta imediata aos reclamos sociais que pipocam pelas grandes cidades do Brasil, sob as bandeiras dos “sem-” (terra, teto, emprego, etc.).” A poesia de Drummond se prolonga hoje na capacidade que os novos leitores terão de atualizar os seus versos “inacabados” em novas experiências de vida. Encerro então o meu discurso, mencionando seu poema, agradecendo a presença de todos.
DESEJOS
Desejo a vocês... Fruto do mato Cheiro de jardim Namoro no portão Domingo sem chuva Segunda sem mau humor Sábado com seu amor Filme do Carlitos Chope com amigos Crônica de Rubem Braga Viver sem inimigos Filme antigo na TV Ter uma pessoa especial E que ela goste de você Música de Tom com letra de Chico Frango caipira em pensão do interior Ouvir uma palavra amável Ter uma surpresa agradável Ver a Banda passar Noite de lua cheia Rever uma velha amizade Ter fé em Deus Não ter que ouvir a palavra não Nem nunca, nem jamais e adeus. Rir como criança Ouvir canto de passarinho. Sarar de resfriado Escrever um poema de Amor Que nunca será rasgado Formar um par ideal Tomar banho de cachoeira Pegar um bronzeado legal Aprender um nova canção Esperar alguém na estação Queijo com goiabada Pôr-do-Sol na roça Uma festa Um violão Uma seresta Recordar um amor antigo Ter um ombro sempre amigo Bater palmas de alegria Uma tarde amena Calçar um velho chinelo Sentar numa velha poltrona Tocar violão para alguém Ouvir a chuva no telhado Vinho branco Bolero de Ravel E muito carinho meu. Existem muitos motivos para não se amar uma pessoa, mas apenas um para amá-la." (Carlos Drummond de Andrade) Muito obrigada!